Semana passada dois posts que li me chamaram a atenção. Um foi o artigo ”Communiting” do will.i.am, do Black Eyed Peas para o Ad Age, reproduzido pela meio & mensagem. O outro foi um vídeo que vi no B9, sobre o futuro dos websites em uma série de entrevistas com uns caras de Nova Iorque. O vídeo tá aí embaixo e o artigo podem ler aqui.
Sempre é muito difícil fazer exercícios de futurologia e adivinhar como vai ser o dia de amanhã. De todo jeito, não precisa fazer mágica pra prever algumas coisas. E é aí onde existem pontos em comum entre o artigo do will.i.am e o vídeo: as marcas vão ter que se tornar cada vez mais sociais.
Partindo desse princípio, fica difícil imaginar aquele velho site com o menu basicão “quem somos, o que fazemos e contato”, cheio de informação bastante irrelevante na vida das pessoas. Um site não é um outdoor dentro do computador. As marcas precisam cada vez mais fazer parte de uma comunidade pra existir. Deixar de pensar e fazer comunicação como se ainda estivéssemos no seculo XX. O que o will.i.am fala no seu texo “crie conversas, não anúncios”. É a mesma coisa que o Dani Calabuig, diretor de criação da Seis Grados, já fala há algum tempo: as marcas têm que criar uma moeda social. Por moeda social, entenda-se todo tipo de conteúdo que gera diálogo, desde aquela piadinha dentro do elevador a discussões fervorosas numa mesa de bar.
E também é o caminho aonde apontam o grandes da internet, Google e Facebook. As últimas mudanças que eles estão implementando visam justamente integrar toda a atividade online dentro das suas redes e, assim, facilitar a interação de um modo geral. Claro, por trás dessas mudanças, também vão te deixar mais dependentes de um ou de outro, mas deixando as teorias da conspiração de lado, o que importa é que as marcas precisam existir na rede. Não só com uma página bonitinha, mas cobrando vida e dialogando com as pessoas.
Com tanta informação circulando o tempo todo, a ninguém interessa algo que em 5 minutos esquece. Bom mesmo é quando você transforma informação em conteúdo relevante. Aí fica fácil ultrapassar a barreira de uma tela (seja do tipo que seja) e entrar na vida da galera.









